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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

RUA CINZENTA

Manhã,
Manhã de manhã,
Tarde,
Tarde de tarde,
Dói até que arde,
Cor amarela
Passear com a trela,
Cor branca
Branca se morre,
Branca se vive
Sou livre!

Quero mais viver
Viver o azul
Azul dos céus,
O bule
Para o chá,
Vou já
Vou andando
Andando em cinzento,
Local barulhento,
Onde fui por momentos,
A locais que nunca explorarão
E tudo,
Todo este local,
Por uma fatia de pão.
Não cá mais volto
Estou farto,
Tudo corto
Vou-me embora
Cores depois
Amarelo pois
Não vou votar
Não quero voltar
Ao cinzento,
Volto pois,
A todas as cores
Sejam elas estranhas
Pessoas iguais
Pessoas diferentes
Brancos os dentes,
Locais modernos ,
Alguns especiais.

Estão a dizer o meu nome
Nome livre,
Cá na terra,
Assim se vive.

Cores todas,
Amarelo e vermelho
Passa um coelho,
Verde vivo,
Não digo mais,
Não digo.

Cor verde
E verde morre
E assim acaba
Cor branca
Puxa a alavanca
Tudo se acaba
Tudo se começa
Larga a travessa
Estou com pressa
Vou depressa
Não perco o dia,
Assim se vive,
Sou um cidadão livre!

Xavier Golaio Gonçalves

terça-feira, 17 de março de 2009

Para comemorar o Dia Mundial da Poesia a 21 de Março…«Ser Poeta» de Florbela Espanca…

Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

 (Florbela Espanca, «Charneca em Flor», in «Poesia Completa»

terça-feira, 1 de abril de 2008

POEMÁRIO da C@s@ M@yor


Poemas sobre o «Amor» - Dia dos Namorados

A Biblioteca lançou o desafio…agora, publicamos os poemas. «O amor como estado de alma, ou o «não amor?!».

Clique aqui pare aceder ao Poemário!