quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Boas Festas!


Boas leituras, bom ano novo... e podem começar a escolher o que vão ler no próximo ano...

Aconselho a Viagem à India de Gonçalo M. Tavares 
Elisabete Fiel


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Bibliotecas Sem Fronteiras: Bibliotecas do Agrupamento nas Jornadas das Bibliotecas Escolares de Extremadura, Cáceres


A Associação Comenius Regio: Bibliotecas Sem Fronteiras foi convidada para as VII Jornadas Bibliotecas das Escolares de Extremadura, Cáceres para apresentação do trabalho realizado no ano letivo anterior. Este encontro conta com mais de 600 participantes e constitui uma oportunidade de troca de experiências e divulgação do trabalho entre professores, bibliotecários, autores e «cantautores».

Durante o café...lemos poesía portuguesa e espanhola e convencemos outros a ler para nós.

Enriquecedor!

Elisabete Fiel

Eco-LAB # Repórteres para o Ambiente

O Eco-Lab foi realizado pela 2ª vez na nossa escola e teve um público alargado, como já é costume nas questões de cariz ambiental.

«Do velho se faz novo» e o design pode ser cada vez mais fashion...
Prova disso: telhas velhas com mais de 80 anos convertidas em quebra-luz e teclas de computadores em bijutaria.

Fomos convidados a participar no encontro “Repórteres para o Ambiente” em Campo Maior, promovido pelo Centro Alice Nabeiro. Os participantes relataram a experiência como: única.
Ficam as fotos... 
Elisabete Fiel

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A Inverosimil História de um Serial Killer


Ao leitor incauto é justo que se deixe este aviso: a leitura é perigosa. Ela existe ou resulta do aprisionamento da palavra pela escrita, fazendo da memória um alvo a abater: se está escrito, então podemos esquecer. Ou seja, ler é igual a esquecer. E não ter memória equivale a estar distraído do mundo, alheio aos pormenores e às ciladas. Ora, num livro, neste livro, nada é deixado ao acaso e cada palavra, cada parágrafo, cada conto cumpre ou procura cumprir o seu porfiado destino. Valerá, pois, a pena dizer que todos os contos deste livro são reais, não no sentido em que aconteceram de facto, mas no sentido em que poderiam de facto ter acontecido. O insurrecto Pedro Pêra Boa é tão real como a gananciosa Balbina Pato-Vila ou o abandonado Joaquim Elias. A abnegada Princesa Stewart Ferguson não é menos credível que o malogrado Judas Escariote. E o ignóbil Pedro Alonzo não é menos plausível que o imbecil Juan Gonzalez ou o sonho da abnegada Júlia Escobar, que eu sonhei também. Atrevo-me a dizer, não sem alguma imodéstia, que neles está grande parte dos pecados da condição humana: a ganância, a injustiça, a imoralidade, o engano, a ingratidão, a vaidade, a luxúria, o conluio, a ignomínia, a infâmia. 

Os seus heróis são helénicos heróis trágicos porque, tal como nós, cumprem um destino ao qual não podem escapar.

Haverá, porventura, quem venha a encontrar nestes contos influências óbvias da literatura negra. Não creio, contudo, que assim seja. A influência, a haver, é da própria vida. Que consegue ser bastante mais negra do que estes negros contos.

Autor: Artur Dagge;  Editora: HM Editora;  Ano: 2011; Páginas: 100