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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Resgate


O livro “Resgate” foi elaborado pela prestigiada jornalista Alexandra Borges e por Rita Palma Borges, a sua sobrinha. 

Este livro tem como objetivo retratar a dura realidade passada num dos países da África Ocidental, o Gana. No Gana, há inúmeras crianças que são vendidas aos 3 e 4 anos de idade pelos seus próprios pais a traficantes, por menos de 30 euros. Depois de vendidas a estes traficantes, são revendidas aos pescadores do Lago Volta, onde são escravizadas. Trabalham 14 horas por dia, 7 dias por semana a troco de uma única refeição por dia.

Alexandra Borges foi pioneira em vários projetos com o fim de angariar fundos para possibilitar os resgates. Um dos projetos foi o Cd “Filhos do Coração”, que foi feito com a colaboração de várias entidades públicas. Após objetivo cumprido, partiu para o Gana na companhia de Rita e de Júlio Barulho. Para além dos resgates, Alexandra tinha como objetivo garantir-lhe um futuro com acesso ao meio escolar. Após o resgate de algumas
  crianças,  no seu olhar transparecia o medo e no corpo as marcas visíveis dos maus tratos sofridos.


Esta escravatura do século XXI foi denunciada por John.
John era uma das crianças escravizadas do lago Volta que conseguiu fugir a nado depois de ter sido amarrado a uma árvore e chicoteado várias vezes.
As crianças resgatadas neste momento encontram-se instaladas em orfanatos, onde podem usufruir de liberdade, viver em segurança e receber também muito afeto.

É um livro bastante acessível, onde surgem inúmeros sentimentos dos quais se destaca a revolta, pois “o tráfico infantil não é uma brincadeira de crianças, é um negócio de gente grande”

É bom saber que ainda existem pessoas que lutam não só pelos seus direitos, como lutam também pelo direito dos outros. Após a leitura partilhada com a turma, começámos a recolher material escolar e lápis de cor para estas crianças…e pretendemos ir mais longe.

Joana Tinoco

A Escriba de António Garrido

Sinopse


Alemanha, ano 799. Carlos Magno, em vésperas de ser coroado imperador do Ocidente, encarrega Gorgias, um ilustre escriba bizantino, da tradução de um documento de vital importância para o futuro da Cristandade. O trabalho deverá ser executado no mais absoluto segredo. Entretanto, Theresa, filha de Gorgias e aprendiz de escriba, é falsamente acusada de um crime e procura refúgio na cidade alemã de Fulda, perdendo o contacto com o pai. Aí, conhecerá Alcuino de York, um frade britânico que investiga uma terrível epidemia que assola a população. Quando Theresa é informada do desaparecimento misterioso de Gorgias, ela e Alcuino embarcam numa aventura inquietante para o encontrar e infiltram-se numa teia conspirativa de ambição, poder e morte, em que nada nem ninguém é o que parece e da qual depende o futuro do mundo ocidental.

Combinando o rigor histórico com uma prosa de ritmo trepidante, este romance de Antonio Garrido conduz o leitor por cidades, claustros e abadias medievais, num thriller apaixonante inspirado em factos reais.



A Escriba de Antonio Garrido

Fonte: Wook

domingo, 15 de abril de 2012

Anatomia dos Mártires de João Tordo


Um romance polémico, contemporâneo que cruza a crise actual com um ícone da liberdade – Catarina Eufémia.
Sinopse
Anatomia dos Mártires é a história de uma obsessão verdadeira transformada em ficção - a de uma investigação contemporânea (e original) sobre o mito de Catarina Eufémia - e também a tentativa de reconciliação de um escritor nascido imediatamente após a Revolução de Abril com o passado. Um jornalista insensato e ambicioso quer provar ao seu editor - um comunista irascível, alcoólico e com bastante desprezo pelos jovens - que não é só mais um na redacção. Escolhido para ir a Berlim entrevistar o biógrafo de um mártir religioso, aproveita a deixa para fazer, no seu artigo, uma analogia com a história de Catarina Eufémia, a camponesa que se tornou um ícone do Partido Comunista, mas de quem, na verdade, pouco ou nada sabe. Quando, porém, o artigo é publicado, as reacções de indignação por parte dos leitores não se fazem esperar, algumas das quais bastante ameaçadoras; e, na noite em que o editor é encontrado na rua em coma, aparentemente brutalizado, o jornalista pergunta-se se não terá sido por defender publicamente o seu artigo e começa a suspeitar de que existe muito mais em jogo do que a simples memória de uma camponesa assassinada pela GNR durante a ditadura. É então que decide investigar obsessivamente a vida de Catarina, desbravando por entre o nevoeiro que paira sobre os mártires e os transforma em mitos de que sempre alguém se apodera. E encontra realidades bem distintas - e mais tenebrosas - do que podia esperar.

Fonte:   http://www.wook.pt

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

David Machado… em Campo Maior

Campo Maior vai receber o escritor David Machado no dia 2 de Março de 2012. Autor de obras para todos os públicos, os pequenos aguardam o autor de «Um Tubarão na Banheira» … os maiores: «Deixem Falar as Pedras».

Preparámos um e-guia sobre as obras do autor… >>>
Blog do Autor -
>>>

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

PROFFORMA: Revista online do Centro de Formação de Professores do Nordeste Alentejano

No dia 22 de Dezembro saiu o primeiro número da Revista PROFFORMA – online do Centro de Formação de Professores do Nordeste Alentejano. A apresentação esteve a cargo dos docentes: Francisco Simão (Director), Luísa Abreu e Silva (Coordenadora) e Manuel António Pinheiro (Conselho Editorial). O design, a cargo do docente Quim Ferreira, está moderno, mas sóbrio e o mesmo ainda é responsável pelo cartoon, que não podia estar mais apropriado à ocasião.

O facto de o lançamento ser online está explicito no editorial, escrito pela Coordenadora e não podia estar mais de acordo. Uma revista online garante público, uma vez que está tudo à distância de um simples «click», permite a partilha de conhecimento entre os vários profissionais do ensino que acumulam saberes e experiências mas, que por vezes não chega a ser partilhado e por isso não dá lugar a novo «conhecimento». Para quem goste de ler em papel, pode imprimir a revista toda ou artigo a artigo, é uma questão de opção.

«A opção pelo actual formato, digital, prende-se com a relevância que, sem dúvida, as tecnologias vêm assumindo no nosso quotidiano.
Pretendemos tornar-nos uma leitura frequente porque interessante, fácil porque acessível, necessária porque favorecedora de processos de sucesso.
Procuraremos a diversidade das opiniões e a pluralidade dos contributos.»

A Revista terá quatro números no ano de 2011 e o primeiro conta com colaboradores das escolas que integram o Centro de Formação. Parabéns e que venha o próximo número...

Elisabete Fiel

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O Segredo do Papa-Formigas « Beatriz Osés »



Numa tarde de Outubro, graças ao Projecto «Bibliotecas Sem Fronteiras/Bibliotecas Sin Fronteras» Comenius Regio) conhecemos a escritora: Beatriz Osés. A empatia foi imediata. A escritora foi afável, simpática e muito delicada. Essa delicadeza percebe-se na obra. Tivémos oportunidade de ler os poemas em português e foi a primeira vez que a escritora os ouviu na língua portuguesa, ouvimos a leitura espanhola também. Combinámos outras sessões de leitura e a divulgação do livro....

Obra vencedora do 1º. Prémio de poesia para crianças «Ciudad de Orihuela», esta colectânea de poesia distingue-se pela forma particularmente inteligente como está construída. Os poemas que integram o livro podem ser lidos individualmente, funcionando como textos autónomos e independentes, mas também podem ser lidos como uma espécie de sequência e, desta forma, criando uma subtil sugestão de narratividade. Além disso, as ilustrações, de grande qualidade estética, reforçam a coesão da obra, que marca pela originalidade.
Percorridos pela temática animal, não raras vezes explorando sugestões humorísticas, os poemas apostam no recurso a estruturas paralelísticas, como as repetições, o uso do refrão e a presença da rima. Alvo de um trabalho cuidado ao nível da tradução, este livro marca a edição contemporânea no que à poesia diz respeito.
Fonte: casadaleitura.org

Título O Segredo do Papa-Formigas | Autor(es) Beatriz Osés, Miguel Ángel Díez (Ilustrador) | Tipo de documento Livro | Editora Kalandraka | Local Matosinhos | Data de edição 2010 | Área Temática Animais, Poesia, Sonho, Afectos, Jogo, Humor | ISBN 978-989-8205-37-7 | Tradução Elisabete Ramos |

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

120º Aniversário de Aghata Christie...na nossa biblioteca!

«Agatha Christie escreveu quase cem livros, mas só um assinado Agatha Christie Mallowan:

"Come, Tell Me How You Live", título da edição original deste livro. É "uma memória arqueológica" dos anos 30 nas escavações do marido, Max Mallowan.

Os editores não gostaram. Não havia trama nem crime. Era como mostrar o álbum de férias a estranhos. O que é que os leitores dela tinham a ver com aquilo?

Quase tão lida quanto a Bíblia, Mrs Mallowan não puxou dos galões.

Disse que o livro era «uma frivolidade», como se falasse de um par de sapatos.

Foi um sucesso, claro, e mais de sessenta anos depois continua em edição de bolso e politicamente incorrecto - vários turcos e pelo menos um árabe "sub-humano" saem daqui para a glória. Mas de ninguém a autora ri como de si própria, ansiosa, voluntariosa e volumosa.» Alexandra Lucas Coelho, «Prefácio»

«Esta crónica inconsequente foi iniciada antes da guerra. Depois foi posta de lado. Mas agora, após quatro anos de guerra, dei por mim a pensar cada vez mais naqueles dias passados na Síria, e por fim senti-me impelida a tirar os meus apontamentos e os meus toscos diários para fora e a completar aquilo que começara e pusera de lado.

Pois parece-me que é bom recordar que esses dias e esses lugares existiram, e que neste preciso instante a minha pequena colina de calêndulas está em flor, e que os velhos de barbas brancas que se arrastam atrás dos burros talvez nem saibam que existe uma guerra.» Agatha Christie.

www.fnac.pt

http://www.agathachristie.com/

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sam Savage, Firmin, 2.º ed., Lisboa, Planeta, 2009, 157 pp.

Li este livro porque me pareceu que eu própria possuía, pelo menos uma, das duas qualidades requeridas na capa: Firmin é uma obra para todos que sentem a paixão pelos livros e que não perderam a capacidade de amar. Na contracapa, encontrei uma citação de Rosa Montero, uma autora da qual sou amiga, embora nunca a tenha visto. Dizia ela que esta obra tinha sido um acontecimento na sua vida de leitora. Estas duas “dicas”, colhidas na capa e na contracapa, catapultaram-me para dentro do livro e, de facto, não dei o meu tempo por mal empregue.

Firmin é um ser delicioso e inteligente, cuja vida, de tão desgraçada, consegue ser pior que a nossa própria existência, por muito chateados que possamos estar nesse dia…

As Aventuras de um Marginal na Cidade (o subtítulo) são contadas como um relato na primeira pessoa. Tudo começa com o nascimento desta ratazana na cave de uma livraria na zona velha da cidade de Boston. A sua mãe, alcoólica e pouco extremosa, deu à luz treze ratazanas bebés. Como tinha apenas doze tetas, Firmin vê-se sempre preterido pelos irmãos mais robustos e aptos. A inexistência da décima terceira teta é um trauma de infância de marcará para sempre a personalidade desajustada do protagonista.

A pobre ratazana bebé consegue sobreviver com as escassas gotas de leite materno que os irmãos desperdiçam e desenvolve, como mecanismo de superação, um desejo incontrolável por livros. Rói e devora todas as obras que se encontra ao seu alcance, num impulso autodestrutivo de biblobulimia.

Costuma dizer-se que somos o que comemos. Ora Firmin também compartilha desta opinião. Diz-nos ele: Às vezes gosto de pensar que os primeiros momentos da minha luta por viver foram acompanhados, à laia de marcha triunfal, pela deglutição de Moby Dick. Isso explicaria a minha natureza tão aventureira. Outras vezes, quando me sinto particularmente rejeitado e ridículo, convenço-me de que o culpado é o Dom Quixote.

Não se sabe bem como, mas, a certa altura, a pequena ratazana vai passar a comer cada vez menos e a ler cada vez mais, limitando-se a mordiscar as margens de certas páginas. No entanto, o apetite pela leitura é tão insaciável como fora a vontade física de deglutir o papel impresso. Firmin torna-se, cada vez mais, um ser diferente da sua espécie, conquanto tenha de aprender e dominar os rudimentos da técnica recolectora das ratazanas. Na companhia da mãe, aventura-se pelas ruas degradantes de Scollay Square para obter alimentos.

Mesmo depois de todos os elementos da sua família terem partido, a livraria continua a ser o seu território de eleição e, pouco a pouco, conhece todos os túneis e todos os espaços exteriores. De longe, observa os seres humanos, identificando-se com eles até nas fantasias amorosas, influenciadas pelo cinema do bairro.

Esta crise identitária leva-o a pensar que pode estabelecer laços de amizade com Shine Norman, o dono da livraria. Tal ingenuidade suprema quase lhe custa a vida e corresponde a uma viragem na ordem dos acontecimentos que lhe permite conhecer a outra figura de destaque na história, Jerry Magoo, o ser humano de nos salva a reputação da espécie com a sua bondade e inteligência.

Como não posso contar mais sem incorrer no pecado capital de desmotivar outros possíveis leitores para a fruição deste texto, quero apenas dizer que aconselho vivamente a audição, em simultâneo, do grande cancioneiro de jazz americano: os temas de Cole Porter, a voz da Billie Holiday, o saxofone de Charlie Parker... Esta banda sonora permitirá recriar, na perfeição, a Boston perdida de Firmin e de Sam Savage, o autor da obra que eu, negligentemente, ainda não mencionara. Natural da Carolina do Norte, licenciado e doutorado em Filosofia, Savage foi ao longo da sua vida um diletante e insaciável leitor, de modo que, aos sessenta e cinco anos, nos presenteou com esta “história mais triste do mundo” que nos delicia pela voragem centrípeta de muitas leituras, pela delicadeza das ilustrações a carvão e pela identificação patética com o protagonista.

Alexandra Lopes

Campo Maior, 29 de Abril de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

O GAG de Roald Dahl

Autor: Roald Dahl
Género do livro: Aventura
Ilustrador: Quentin Blake
Nº de páginas: 220
Editora: Terramar
Data da edição: Maio de 2005 (Edição Portuguesa)

Resumo do livro:
Este livro fantástico de ler trata de uma rapariga inglesa que não consegue dormir e começa-se a lembrar que já era muito tarde e essa mesma hora era chamada a "hora das bruxas" e que se ela não se dormisse o mais rápido possível, então ela iria conhecer criaturas monstruosas que comiam pessoas.
Ela vivia num colégio interno.
Pouco tempo depois ela observa um gigante que a rapta. Ele leva-a para o seu esconderijo vão conhecer-se e ficar amigos e ela descobre que ele não é assim tão mau, mas há mais gigantes, ao todo são 10.
O gigante GAG (grande amigo gigante) tinha como hábito ir "apanhar" sonhos que à noite ia soprar para as cabeças das crianças por todo o mundo (foi por isso que a rapariga o tinha visto). Esse era apenas um passatempo de muitos que ele tinha. Ele podia apanhar entre os os bliquitos (os sonhos normais), os negrãos (os pesadelos), e os jiquitos (os mais belos sonhos). Ele comia uns vegetais chamados "zumpinos" repelentes e bebia "fizuízi" delicioso.
A história trata da aventura que é vingarem-se dos outros gigantes violentos que iam comer muita gente todas as noites e avisar a rainha para o perigo que as pessoas corriam.
Transcrição do texto da obra que despertou mais interesse ou prazer na leitura:
"E foi então que ele apareceu!
Com sete metros de altura, e a capa conferindo-lhe a elegância de um nobre, avançava com imponência pelo relvado do palácio..."(pág.163)

Texto de apreciação crítica do livro:
Escolhi este livro para ler porque tenho estado a ler os livros deste autor e acho-os fantásticos, têm uma maneira de escrita que atrai muito o leitor, de "suspense", de aventura.
Gostei muito e sugiro ao meus colegas e amigos.
É também uma leitura que não se torna aborrecida, ela não se limita a contar a história. Tem pequenas "distracções" que parece que nos chamam a atenção como quando o GAG dizia mal as palavras e eu limitava-me a corrigi-lo.
Li o livro em pouco tempo porque não o consegui "largar" nas férias que passaram e continuarei a ler estes livros de que tanto gosto!
NOTA: Por muito velho que um livro seja escrito ele terá sempre o mesma atracção, basta gostar. (Este livro foi começado no ano de 1955!)

Data de início da leitura: 19/12/2009
Data de conclusão da leitura: 1/1/2010
Xavier Golaio Gonçalves, Nº 26, 7ºA

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A Saga Millennium de Stieg Larsson




A quem decidir lê-los, direi apenas que devem sempre adquirir o volume que se segue antes de terminar a leitura do que tenham entre mãos, caso contrário será muito provável que sofram gravíssimos sintomas de abstinência. A escrita de Larsson, os seus enredos, são altamente viciantes. Não há figuras de estilo, antes um relato factual elaborado com rara mestria. Ou não fosse Larsson um jornalista, e dos bons.

Dos temas tratados, ficar-me-á para sempre a abordagem à discriminação do feminino. Sim, na Suécia também existe, por muitas ideias positivas previamente concebidas que tenhamos sobre os nórdicos. E eu, que ingenuamente tinha concluído, por volta dos vinte anos, que o feminismo já não tinha sentido, renovo agora as minhas promessas de adolescente: estar sempre alerta e não ignorar o mais mínimo sinal de machismo.

Títulos:

1- The Girl With The Dragon Tattoo (Los hombres que no amaban a las mujeres)

2- The Girl Who Played With Fire (La chica que soñaba con una cerilla y un bidón de gasolina)

3- The Girl Who Kicked The Hornets’ Nest (La reina en el palacio de las corrientes de aire)

Desconheço os títulos originais em sueco, mas penso que ninguém estará interessado :-)

Paula Calado Fevereiro

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Felicidade

O herói do nosso livro é Edwin de Valu, um enfadonho e nervoso funcionário de segunda de uma editora de mediana qualidade (A Panderic) que trabalha na secção da não-ficção. Ou seja, é co-responsável pela edição de livros medianamente interessantíssimos (assim como o livro que nos foi trazido pela Anais).

Ao iniciarmos a leitura deparamos Edwin no início de mais um incipiente dia de trabalho que se afigura mediocremente normal. Na sua secretária amontoam-se inúmeros manuscritos de candidatos a escritores. Edwin avalia títulos tão interessantes como:

· As Luas de Thoxth-Aqogxnir; Causídico a Monte; Matar um Assassino…e O Que Aprendi Na Montanha… este último de uma senhor chamado Tupak Soiree.

Todos os manuscritos vão direitinhos para o caixote do lixo e segue-se uma aborrecida reunião com o desmiolado do editor chefe. A secção editorial da não ficção tem um problema: o catálogo de Outono tem um buraco no que respeita a livros de auto-ajuda. Todos os anos, no Outono, a Panderic têm lançado livros de um escritor a que apelidaram Sr. Ética. Esta alcunha adveio do facto dos livros deste escritor terem títulos tais como:

· O Guia da Ética da Pessoa Comum

· Uma Introdução à Ética para o Gestor Moderno

· Como Viver Uma vida Ética Neste Nosso Mundo Louco e Caótico

· Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Éticas;

Entre outros títulos, todos com muita ética à mistura. Mas, desta vez, o Sr. Ética não entregou um manuscrito sobre ética, isto porque foi preso por falta de ética – foi preso por fuga aos impostos.

Entre a espada e a parede Edwin, tem de avançar rapidamente com uma proposta e o título que lhe vem à mente é o último que acabou de deitar ao lixo: O Que Aprendi na Montanha de Tupak Soiree. Entre muitas peripécias e reviravoltas o livro lá é editado.

Mas este livro é o único livro de auto ajuda que realmente funciona! E isso dita o fim da sociedade tal como a conhecemos.

- Todas as pessoas conseguem deixar de fumar e beber, lá se vão as receitas dos impostos, lá se vão todas as indústrias de produção, lá se vão todos os distribuidores, lá se vão todos os pontos de venda….

- Todas as pessoas passam a ter uma enorme auto-estima: lá se vão os livros de auto estima, lá se vão os ateliers de alta, média e baixa costura…, lá se vão todas as lojas de pronto a vestir, todas as indústrias de maquilhagem, perfumaria e acessórios de moda, lá se vão todos os cabeleireiros, todos os distribuidores de produtos de beleza…. bares, discotecas, cafés…«Carros desportivos… geringonças tecnológicas. Objectos sexuais. Clínicas de emagrecimento os ginásios de musculação até a industria do pronto a comer. Anúncios pessoais, equipas desportivas profissionais»… tudo isto colapsou. Isto porque toda a economia se baseia nos maus hábitos e incertezas da humanidade. Ao alcançarem a felicidade assumindo sem reservas que se é – acabaram-se as compras. Pior ainda acabaram-se as compras de livros.

Mas não só, houve uma debandada geral aos maus parceiros sexuais, aos empregos entediantes, aos empregos stressantes, aos empregos desinteressantes, deixou-se de ir ao cinema, de ver televisão, concertos, exposições.

Lucro só para quem detinha a patente dos produtos Felicidade ®…

Autor: Will Ferguson, CANONGATE BOOKS LTD,...

Editor: Edições ASA

Ano de Edição: 2003

N.º Páginas: 336

ISBN: 9789724132778

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Os 99 anos da República...


A 5 de Outubro comemora-se os 99 anos da República Portuguesa.


Destacamos o livro:

«História Alegre de Portugal» de António Gomes de Almeida e Artur Correia em Banda Desenhada. Um livro hilariante sobre o século XX português, com os seus protagonistas, mas com os factos importantes documentados.

O Mistério do Priorado do Sião

Editoa: Esfera dos Livros

Jean-Michel Thibaux : Novelis ta e guionista, foi professor de História das Civilizações da Antiguidade. É autor de romances históricos e de terror, muitos deles adaptados ao cinema e à televisão.

Trata-se de um romance histórico que explora os mistérios de uma das organizações mais secretas e que tanta curiosodade suscita: Os Templários e o Priorado do Sião. O livro apresenta uma receita de sucesso: mistério, esoterismo e um discurso que pretende até à última página.

Em 1885 o abade Bérenguer Saunière, um homem culto, torturado por uma luta interna entre a ambição, as tentações das mulheres e o desejo de riqueza assume o cargo em Rennes-le-Château. Uma paróquia pobre no Sul de França, rodeada de lendas e mistérios antigos. Não sabe ainda este sacerdote, que deve esta nomeação ao Priorado do Sião.

Uma das mais misteriosas organizações secretas que esteve na base da fundação da ordem dos Templários. Com ocultas pretensões de poder em França, esta organização conseguiu juntar grandes mestres como Leonardo da Vinci, Vitor Hugo ou Isaac Newton e membros das famílias reais de toda a Europa.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sherlock Holmes e o seu criador…

ACTIVIDADE

«Elementar, meu caro Watson!» Esta expressão ficou célebre após a descoberta do móbil do crime por Sherlock Holmes. Recordamos o seu autor: Sir Arthur Conan Doyle, menos famoso que a sua criação, passados 150 do seu nascimento. Nascido em Edimburgo, numa família numerosa e uma infância atribulada, estudou medicina por insistência de um dos inquilinos do prédio da sua mãe, que viria a inspirar a personagem «Watson» companheiro de Sherlock Holmes. A personagem do detective revela um homem de inteligêngia invulgar, dado a crises de melancolia – aliviada pelo consumo de ópio -, empenhado em combater o crime.

Trata-se de um autor da época vitoriana, contemporâneo de Oscar Wilde a quem o editor da revista Lippincott´s, convidou para escrever histórias com ingredientes de sucesso: mistério, loucura, crime, suspense, traições e acções depravadas numa sociedade respeitável e muito fechada do século XIX. Destacamos «O cão dos Baskervilles».

Nenhum policial seria bom se não houvesse por trás uma interessante história de amor. De preferência, proibido, para que o crime tenha mais impacto, com muitos suspeitos, para que a investigação apresente inúmeros factos, pormenores ou conjecturas. Eis a receita para que a atenção do leitor se mantenha até à última página.

O crime é complexo: Sir Charles Baskerville foi encontrado morto na charneca da sua propriedade no Devonshire. O herdeiro, Henry Baskerville, chega a Londres, vindo do estrangeiro, para receber a herança. Mas recebe uma ameaça: “Se der valor à sua vida ou à sua sanidade mental deverá afastar-se da charneca.” Watson vai para o Devonshire com Mortimer e Henry Baskerville. E descobre: que o vizinho Dr. Stapleton conhece como ninguém o pântano que existe nas imediações da charneca, a irmã de Stapleton é uma rapariga encantadora e logo se enamora de Henry Baskerville, sendo, por isso, suspeita; que o mordomo é suspeito porque lhe mente; que a mulher do mordomo é suspeita porque chora de noite e ninguém sabe porquê; que há uma outra mulher, Laura, que pode também ser suspeita porque, afinal, até tinha um caso com Sir Charles.

O enredo policial, tem em paralelo um enredo amoroso. O diário de Watson é revelador: este diz a Holmes que só lhe dá factos e que dispensa as conjecturas. Holmes vem ao Devonshire e soluciona o crime. Haverá mesmo um cão dos Baskervilles? Alguém se aproveitou da lenda para matar Sir Charles? Ou foi mesmo um cão? Ou outro animal, transformado pelas lamas do atoleiro? Afinal, os crimes têm pouco de elementar.

Uma boa leitura!

Biblioteca Escolar

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Se te Perderes..


Ainda o dia da Criança… 

Se te Perderes... Moore-Mallinos, Jennifer Se te perderes... ; ilustrações [de] Marta Fàbrega ; tradução [de] Manuela Pessoa

Um dia, na Biblioteca, em conversa com a aluna Liliana Lemos, perguntei-lhe se estava a ler o livro «Se te perderes». A mesma respondeu-me vou requisitá-lo para ler com o meu irmão Daniel. Pedi-lhe para me dar uma opinião sobre o livro, pois seria uma leitura partilhada.  

A Liliana inquiriu o irmão sobre a utilidade da leitura e o mesmo respondeu que ficou a saber o que deve fazer se «Se perder» dos pais, portanto encontrar um policia e dizer-lhe que está perdido, mas o melhor é «não os largar». A experiência de se perder é assustadora e muito perigosa. Essa é a história do livro, uma menina que se perde dos pais no meio da multidão.

Após receber o relato da leitura «a par» dos manos Liliana e Daniel, fui ler o livro e descobri que pode ser um ponto de partida para pais e filhos explorarem uma experiência que pode ser evitada, oferecendo soluções preventivas e reactivas, para situações semelhantes. Fiquei contente por chegarmos ao público lá de casa…

Texto: Elisabete Fiel, sobre a opinião de Liliana Lemos e Daniel. 

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A Família e a Leitura…

O dia 15 de Maio foi proclamado pela UNESCO como o Dia Internacional da Família. O Plano Nacional de Leitura sugeriu às Bibliotecas Escolares que se associassem a esta comemoração, a nossa biblioteca sugere leituras partilhadas para pequenos e graúdos e ainda uma obra que está associada ao movimento dos livros designados por: «CROSSOVER Fiction», livros que despertam interesse em adolescentes e adultos.

 Assim, sugerimos uma obra de Hugo Santos: «A Mãe sobre a Última Tamareira de Agosto» um conto de grande delicadeza e sensibilidade sobre a Mãe, a mãe-natureza e os quatro filhos que se cruzam com os pássaros.

Para os mais pequenos sugerimos «As Cozinheiras de Livros» de Margarida Botelho, um livro sobre a importância da leitura, de ler novas histórias. As ilustrações são fantásticas e divertidas, a história pronta para ser degustada. Mais informações em:  http://www.casadaleitura.org/ (Sitio na Net que sugere leituras para leitores mais pequenos e pode ser de grande ajuda para os pais e educadores).

Os livros que interessam a adolescentes e a adultos ganham cada vez mais espaço, a maioria são de literatura fantástica, vão desde o «Senhor dos Anéis» a «Harry Potter» aos grandes sucessos de Stephenie Meyer como: «Crepúsculo»,  «Eclipse» e «Lua Nova». O quarto volume sai a 9 de Junho, mas os mais curiosos podem ler o primeiro capítulo em:

http://glups.leya.com/index_intro.php?action=getFlash&publicacao_id=271

Boas Leituras em Família e «Feliz Dia da Família».

Elisabete Fiel 

terça-feira, 12 de maio de 2009

Uma Esplanada sobre o Mar, de Virgílio Ferreira

A Vida…

Vulgar, mas estranho. Simples, mas complexo. Feio, mas bonito. Pequeno, mas enorme. Passa, mas fica…

Uma Esplanada sobre o Mar, uma passagem pela vida. Passa-se, observa-se. Que beleza têm um pássaro? E o lume? É possível que nenhuma (ou talvez bastante?). Existem formas diferentes de olhar para o mesmo pássaro e para a mesma chama. Hoje, tudo é feio. Amanhã, tudo é belo. Amanhã? Não. Hoje. Hoje e apenas hoje. O amanhã vem depois.

            Uma esplanada é um local de passagem onde todos podem ir. Uma, duas, três vezes… Conversar, partilhar histórias, receber noticias ou, até mesmo, observar o mar. Imagem tranquila, serena, calma.

Repentinamente a morte ameaça e o olhar manifesta-se. Não existe revolta, impaciência, nervosismo nem ansiedade. Não se procura o conforto numa fonte divina que o próprio Homem criou por necessidade. A única alteração que se vê, é uma pequena neblina que está longe, distante, perto da linha do horizonte.

A beleza está nos olhos de quem a vê. Feio, mas bonito. A vida é vulgar, mas estranha. O livro é pequeno, mas enorme. Uma Esplanada sobre o Mar é uma breve passagem pela vida de quem passa, vê e, essencialmente, observa e consegue ser feliz.

 Sara Palminhas, 11º B.

terça-feira, 28 de abril de 2009

O Dia Mundial do Livro…e o Dia da Liberdade…

No dia 23 de Abril comemora-se o dia Mundial do Livro…A data foi instituída pela Conferência Geral da UNESCO para prestar tributo aos grandes autores da literatura mundial que nasceram ou morreram neste dia. É o caso de Cervantes, Shakespeare, Inca Garcilaso de la Vega e Vladimir Nabokov. A ideia de celebrar este dia surgiu na Catalunha, onde é oferecida uma rosa a cada pessoa que compra um livro. Para renovar o prazer pela leitura, destacamos o livro: «Não Posso Comer Sem Limão», um conto tradicional português adaptado por João Pedro Mésseder e ilustrado por Evelina Oliveira.

E porque em Abril…as comemorações são mil…destacamos a descoberta da biografia de Humberto Delgado. «A Coragem do General Sem Medo» um texto de José Jorge Letria com ilustrações de Evelina Oliveira. 

Elisabete Fiel 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A Criança que não Queria Falar


A Criança que não Queria Falar foi escrito por Torey Hayden que nasceu em 1951, em Livingston (EUA). Possui formação e experiência em psicologia e educação, sobretudo no ensino especial. Desde 1979 começou a desenvolver as suas pesquisas, que anos mais tarde originaram variados bestsellers, tais como A Criança que não Queria Falar ou A Menina que Nunca Chorava.

O livro apresenta uma criança, cuja vida a fez reflectir e ter perspectivas do mundo muito diferentes das de uma criança com a sua idade. Sheila não tem conceitos básicos de sentimentos como o amor ou a amizade e até o valor de um simples abraço fraternal. E Torey, sua professora, dar-lhe-á oportunidade de reviver aqueles seus poucos anos de vida ao longo de um ano lectivo no ensino especial. Mesmo com certos problemas familiares, administrativos e até judiciais na infância da inocente criança, esta acabará por aprender sentimentos que lhe eram desconhecidos. Esta criança não chorava. Nunca tinha chorado. Torey teve a oportunidade de ensinar a um ser humano, com menos de 7 anos de vida, o significado de o fazer.

Uma criança diferente, em que os seus direitos são modificados até ao extremo, não havendo um limite de desrespeito dos familiares. Abandonar, espancar, violar, são palavras de rotina no seu dia-a-dia. Tudo isto levou a uma consequente vingança, em que uma criança com apenas 6 anos possa ter intenções de sacrificar algo que lhe é desconhecido, apenas para merecer um pouco de atenção verdadeira. Toda a história é baseada num comportamento agressivo de uma noite, um julgamento infantil, terminado numa turma em que um conjunto de crianças consideradas “especiais” em bons termos e “louca” ou “malucas” em termos abstractos, são postas de parte e não integradas numa sociedade justa.

Os temas abordados são noções muito presentes nos dias da vida na “lixeira”. A personagem principal, Sheila, uma criança que tem o seu índice de pobreza demasiado elevado, vive numa caravana e não tem hábitos regulares de higiene, como tomar banho, lavar os dentes ou até mudança alternada de roupa. A autora investe muito nos seus hábitos desde início, começando por pôr de parte as suas jardineiras com cheiro a urina e trocando por vestidos os pequenos laços e ganchos que ele nunca se separava.

Desde um primeiro olhar que a professora compreendeu tudo o que ela receava, temia. Todos a confrontavam sempre com péssimos modos, insultavam ou até agrediam sem que houvesse momento para ouvir sair uma palavra da sua boca, uma lágrima do canto do olho ou um grito de revolta e raiva.

Todo o livro transmite uma mensagem um pouco oculta de carinho, atenção e preocupação com o nível de vida de menores que vivem em condições desfavoráveis e preocupantes, apenas para alguns.

Na realidade, o mais impressionante é a relação existente entre as crianças integradas na turma do ensino especial. Entre elas existia um química inexplicável que permitia uma compreensão mútua entre eles, embora cada um tivesse um problema diferente. Não havia vergonhas ou complexos entre cada um, pois todos eram iguais de diferentes maneiras.

Fernanda Grisante 9º A

Uma Sonata de Amor


Nascida em Inglaterra em 1970, Santa Montefiore cresceu numa quinta em Hampshire e estudou em Sherborne School for Girls. Estudou também espanhol e italiano na Universidade de Exeter.  Após um ano a ensinar Inglês numa estância na Argentina, passou a maior parte dos anos noventa em Buenos Aires. Viveu em Londres com o seu marido, o historiador Simon Sebag Montefiore, e as suas filhas, Lily e Sasha. Escreveu os livros Uma Sonata de Amor, A Caixa da Borboleta, A Virgem Cigana, A Árvore dos Segredos, entre outros.

Uma Sonata de Amor é um livro muito cativante, de leitura compulsiva que apresenta a realidade, que demonstra que as histórias de amor nem sempre terminam com “foram felizes para sempre…” e que os sentimentos podem magoar as pessoas.

Este livro retrata a história de Audrey, que ao contrário da sua irmã Isla, que era muito confiante e gostava de chamar as atenções, era tímida com as pessoas e vivia no seu mundo dos sonhos, à parte de todos os que a rodeavam. A relação entre as duas irmãs cativou-me, pois apesar de serem muito diferentes e de Isla ser muito mais extrovertida e exibicionista, era compreensiva e gostava da irmã como só os irmãos entendem. Audrey, apesar de não confiar muito na irmã, não foi capaz de a enganar durante muito tempo, dizendo que estava apaixonada por Cecil, quando na verdade o seu coração pertencia a Louis. Este conseguiu “conquistar” o coração de Audrey por meio da sua personalidade, que todas as pessoas consideravam estranha e inadequada para um cavalheiro se comportar. A sua forma de exprimir os sentimentos era através da música, do piano, quando as notas que tocava se transformavam em palavras que Audrey gostava de ouvir. Juntos, compuseram uma sonata, como no nome original do livro, “The Forget-Me-Not Sonata", que ambos lembrariam até ao fim das suas vidas.

Nessa altura, os pais de Audrey esperavam que esta se casasse com Cecil, visto que tinha estado na guerra, ao contrário de Louis, e era considerado o sensato e responsável entre os dois irmãos.

O único apoio de que Audrey dispunha era o de Isla, e, quando esta adoeceu e morreu prematuramente, com apenas 16 anos, Audrey sentiu-se desamparada, não tendo em quem confiar, à excepção de Louis, que também sentiu muito a falta de Isla. Mas, no entanto, Louis demonstrou falta de compreensão em relação a Audrey, visto que após o funeral de Isla, começou a pressionar Audrey sobre o seu futuro juntos. Abandonou Audrey no momento em que ela mais precisava.

Passado dois anos do desaparecimento de Louis, e apesar de continuar a amá-lo, aceitou casar com Cecil, visto estar convencida de que Louis não regressaria.

A paixão de Audrey e Louis não devia ter sido abandonada, pois apesar de ela se ter casado e ter tido filhos, e ele ter estado com outras mulheres, nada substituiria o que eles sentiam um pelo outro, nem o que eles tinham sonhado viver juntos.

Audrey aceitou casar com Cecil pelo seu futuro, pela segurança que ele lhe transmitia e também pela vontade dos seus pais, não porque o amava de verdade.

Após 16 anos separados, Audrey descobriu que o seu coração sempre tinha pertencido a Louis e que nunca ninguém o iria substituir. Mas já era tarde de mais.

Cecil era um homem muito bondoso, persistente e que amava realmente Audrey. Como se vem a descobrir no final do livro e após a sua morte, Cecil sempre soube do romance entre o seu irmão e a sua mulher, e apesar disso nunca desistiu de conquistar o coração de Audrey, e aceitou Grace como se fosse sua filha, tratando-a sempre com carinho.

 Raquel Guarita, 9ºA